quarta-feira, 11 de maio de 2011

O lixo sem 'destino'

    A novela se repete, ano após ano. O descarte de lixo nos córregos da capital torna-se cada dia mais incisivo no aumento da poluição das nossas praias. O crescimento do consumismo desenfreado e a ausência de iniciativas sustentáveis aplicadas na prática contribuem de maneira significativa para o aumento dessas mazelas de nossa sociedade. Por outro lado, a falta de orientação da população e o desrespeito com o próximo são alguns dos fatores que obstam a melhoria do meio ambiente.

    O aumento do consumo segue em um ritmo muito acelerado, a cada dia a sociedade demanda mais produtos que em sua maioria os descartáveis. O imediatismo, a busca pelos novos lançamentos está intrinsecamente ao novo modelo de família do século XXI. Essa substituição de bens duráveis por não duráveis favorece o acumulo de material nos aterros e grande parte acaba sendo descartada em locais impróprios, e acabam poluindo rios e córregos. O modelo americano de vida que tentamos adotar não se encaixa no roteiro de desenvolvimento habitacional vigente de nossas capitais.

    Em paralelo ao desenvolvimento deveriam existir iniciativas que visem preservar nossas fontes de riquezas naturais, principalmente a água, recurso hídrico que a cada dia se encontra mais escasso em condições para o consumo humano. As campanhas em prol da reutilização são vistas hoje com alternativa para diminuir a produção de resíduos. A separação do lixo, sacolas retornáveis, são atitudes adotadas por grandes empresas. O problema surge no passo seguinte, convencer o consumidor a aderir à campanha, que porventura seria um sucesso. Na realidade muitas se perdem nos scripts bem elaborados da TV e do Rádio e não ganham espaço no cotidiano da sociedade.

    Quando alguém lança na calçada uma simples garrafa de refrigerante que acabou de consumir, ele mesmo não pensa nos danos que pode causar a um vizinho. Essa atitude pode representar pouco diante da quantidade de entulho que invadem as galerias e provocam transbordamento dos rios. Pelo fato de morar em áreas afastadas das consequências de tais transtornos, essas pessoas que não usam as lixeiras por motivos que inerentes a cada um deixam de promover a mesma tranquilidade da qual desfruta a outro cidadão.

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